Mês passado, propus um experimento lá no feed do Instagram e do Facebook para você se relacionar com cada um dos sentidos – visão, audição, tato, olfato e paladar – um por vez, num ambiente da sua casa, lembra?

Você deve ter percebido como é difícil isolar um sentido dos demais, se concentrar nele e interpretar a sensação que ele traz. Isso acontece porque o nosso cérebro foi programado para analisar todas as informações em conjunto, não separadamente. Desde sempre, fomos programados para viver na natureza, que é extremamente complexa, cheia de estímulos sensoriais.

Por isso, talvez, a dificuldade em visualizar se uma poltrona, por exemplo, exposta no showroom de uma loja, vai combinar com o tapete, com o quadro e com todo o conjunto da sala de estar, a ponto de trazer as sensações desejadas.

Mas como é que o cérebro entende e processa todos esses estímulos trazidos, simultâneamente, pelos sentidos? A neurociência mostra que, para entender o mundo, com diferentes formas, cores, texturas, ângulos, iluminação, aromas, sons, nosso cérebro divide todas as informações trazidas pelos sentidos em PADRÕES, em CATEGORIAS. Se isolarmos a visão, por exemplo, conhecemos o padrão-categoria árvore, casa, carro, pessoa, cachorro e assim por diante. E esses padrões básicos se dividem em subpadrões, em subcategorias. Dentro da categoria casa, por exemplo, podemos memorizar e agrupar um repertório de casas térreas, outro agrupamento só com casas geminadas, outro com as grandes, as pequenas etc.

Isso acontece com todos os sentidos! Esses PADRÕES ficam gravados na nossa memória, reconhecemos seus elementos e somos capazes de fazer COMPARAÇÕES entre eles. Também podemos extrair significados emocionais deles. Essa memória e essas associações emocionais são baseadas nas nossas EXPERIÊNCIAS PESSOAIS e por isso variam de pessoa para pessoa. 

É aqui que nasce a máxima “gosto não se discute, também não se ensina e não se vende.” Compor um ambiente e montar uma casa é uma questão de vivência pessoal; e a bagagem emocional de cada um não pode ser fabricada de uma hora pra outra, não deve ser ignorada em detrimento de tendências e modismos.

É aqui que nasce a As Coisas Falam!

Para apoiar quem deseja criar um ambiente, uma casa, que ultrapasse os padrões e as comparações e consiga expressar as histórias, os afetos, as preferências e a fase de vida de quem mora; traga harmonia e acolhimento.

Fontes:
_Livro TRIUNO: Neurobusiness e Qualidade de Vida, de Robson Gonçalves e Andréa de Paiva
_Livro O Prazer de Ficar em Casa, de Letícia Ferreira Braga

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