PONTO CEGO

por Luciana Costantin

 

Refletindo sobre a visão reduzida, limitada e ensimesmada.

Todos nós temos um mundo particular de desejos, objetivos, sonhos, vontades, dificuldades, mas poucos de nós exercitam a empatia no agora e com aqueles que fazem parte desse agora.

Viver cada passo dessa jornada observando os detalhes e se abrindo para as oportunidades de satisfação e aprendizado, de troca com o outro, de gratidão por aquilo que chega até nós (e é nosso ;)) acaba ocupando o ponto cego do nosso campo de visão. Para receber os pequenos gestos de carinho, apreciar a beleza das coisas que conquistamos, ter compaixão com o próximo, acolher as diferenças, as dificuldades e as trocas de conteúdo, ouvir sem julgamento, ser grato, requer o exercício constante de expansão da nossa visão e um interno estruturado.

Antes de apontarmos para o outro, precisamos nos responsabilizar por tudo. Isso mesmo, TUDO! Somos os reais e únicos responsáveis por tudo aquilo que se apresenta e cria algum tipo de relação, de sentimento, de sensação, de movimento…

A partir daí, temos que olhar de frente a nossa luz, a nossa grandeza, os nossos valores, a nossa sombra, as nossas dores, traumas, crenças… somos uma complexidade só, simplificada em nós mesmos. A partir daí, temos que:

  • Ensinar ao ego o significado da palavra humildade.
  • Ensinar ao orgulho o significado da palavra insegurança.
  • Ensinar ao medo que ele pode ser companheiro da coragem.
  • Ensinar aos nossos olhos o poder de potencializar o melhor no outro, de expandir, de enxergar além, sem a névoa do julgamento.
  • E aprender, e limpar, e aprender, e limpar…
Lembrar que somos céu e não nuvens. Lembrar que somos rio e não árvores. Seguimos o fluxo…
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