Wa = Japonês
Shi = Papel

 

O papel tradicional japonês foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

É feito manualmente, com técnica milenar e com a fibra da casca da amoreira, o que lhe garante mais resistência do que um papel comum. Mas, apesar da sua durabilidade, o papel washi tem um toque suave e macio e pode ser usado como pergaminhos no Shodo (caligrafia japonesa), na elaboração de papel de Origami, em lanternas Chouchin, na confecção de Wagasa (sombrinha tradicional japonesa), como telas usadas em portas de correr e biombos (Shoji).

Estava lendo o Livro ‘Em Louvor da Sombra’ (1933), de Junichiro Tanizaki… aliás, super recomendo… e achei o trecho que fala sobre o papel japonês muuuuito poético. Olha só como ele descreve lindamente o que o papel japonês transmite a ele:

“Proporciona sensação de tépido aconchego e paz de espírito.”

“Tem textura suave semelhante à da macia primeira neve de inverno e como ela absorve brandamente a luz.”

“Manuseá-lo é como tocar em folhas de árvores frescas e úmidas.”

Além das coisas, os materiais também podem mexer com as nossas sensações e sentidos. Você já parou para observar, sentir e ouvir o que as coisas e os materiais têm para dizer e oferecer? Experimenta fazer esse exercício e me conta.

Se conectar com o entorno, com as coisas, com a paisagem usando a imaginação, a respiração calma e profunda, mantendo o corpo relaxado e presente, é uma excelente forma de praticar a atenção plena (mindfulness), reduzindo a ansiedade e o estresse. 😉

Nosso blog
Instagram